Segundo a teoria do caos, não há causa sem efeito, e nem efeito sem causa. Parece óbvio.
Mas, pensando assim, chegamos ao ponto de que toda causa é um efeito que é uma causa que é um efeito.

Logo, não temos como mudar o nosso futuro, pois tudo que fazemos é efeito do que vivemos no nosso passado, no presente, do que esperamos para o futuro, do nosso meio… Certo?

Agora, você tem a escolha de continuar lendo, ou pular para a conclusão.

Não necessariamente. Esta é a maneira fácil.

Segundo a teoria da navalha de Occam, a melhor solução para um problema, é a solução mais fácil. É a preguiça. A inércia.
É assim que a própria natureza funciona, e isso inclui os nossos cérebros.
Podemos deixar as coisas fluirem e seguirmos o nosso “destino”.

Ou podemos fazer do jeito mais difícil: Sermos conscientes de que cada escolha, em cada momento, é uma chance de criarmos efeitos diferentes e mudarmos o nosso futuro e o futuro do nosso meio para melhor.
(Segundo o caos, alterar até mesmo os rumos do universo, mas não vou entrar nesses detalhes. Vamos manter isso simples.)

Pense em cada pessoa, por exemplo, que você conheceu por acaso e que mudou o rumo da sua vida.
Aposto que todos temos uma coleção enorme destes acasos.

Agora pense que, se você não tivesse saído de casa para aquele lugar, naquela hora, daquele jeito e com aquele tal humor (por exemplo), aquilo não aconteceria.

Conclusão

Dando o melhor de nós a cada instante, damos condições para que coisas boas aconteçam.
As religiões orientais, por exemplo, dão muito menos valor para o passado e futuro do que a maioria de nós. Afinal, só podemos fazer alguma coisa no presente.
Até o ato de lembrar do passado e projetar o futuro é feito no presente.

Então, sugiro que não sejamos preguiçosos, e tomemos cada atitude, cada palavra, cada clique no youtube ou post no twitter, como uma decisão.

Usemos melhor o presente.

Eu sei que isso é slogan de cartão de crédito, mas a vida é agora.